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Grupo RBS investe em maior operação de cobertura da Copa 2026 com equipe própria e expansão de programação

Conglomerado de mídia anuncia deslocamento de profissionais para EUA, Canadá e México e amplia horários na Gaúcha e GZH

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Redação OQUE É?

28 de maio de 2026
5 min de leitura
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O Grupo RBS anunciou oficialmente sua maior operação de cobertura jornalística para a Copa do Mundo de 2026, com equipe própria deslocando-se para o torneio e expansão significativa da programação na Rádio Gaúcha e portal GZH. O movimento estratégico reflete aposta do conglomerado sulista em capturar audiência entre torcedores brasileiros.

Grupo RBS investe em maior operação de cobertura da Copa 2026 com equipe própria e expansão de programação

O Grupo RBS, maior conglomerado de mídia privada da Região Sul do Brasil, formalizou nesta semana uma série de iniciativas estratégicas para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O anúncio simultâneo de múltiplas frentes — formação de equipe editorial, expansão da Rádio Gaúcha e reforço do portal GZH — marca o que a empresa classifica como "a maior operação de cobertura esportiva em sua história".

A decisão chega num momento em que as buscas por "Copa do Mundo 2026" crescem 300% no Brasil, segundo ferramentas de análise de tendências, refletindo antecipação generalizada entre torcedores pelo torneio que será disputado em junho de 2026.

Equipe própria vai se deslocar para os jogos

Pelo anúncio, o Grupo RBS estruturou composição de equipe editorial, técnica e de transmissão que se deslocará fisicamente para os locais do torneio. A estrutura contempla jornalistas especializados, comentaristas, analistas técnicos, produtores, técnicos de som e imagem, além de coordenadores logísticos responsáveis por toda operação em campo.

Embora a empresa não tenha divulgado o número exato de profissionais envolvidos, definiu-se a iniciativa como "sem precedentes" na trajetória da organização fundada em 1957 por Bidigar de Souza Castro e Nelson Sirotsky. A equipe será responsável por cobrir seleções brasileira, uruguaia e argentina — priorizando narrativas que resoem com públicos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, redutos tradicionais de audiência do conglomerado.

A diretoria de conteúdo esportivo do Grupo RBS justifica o investimento destacando o engajamento histórico do público sulista com futebol. "A Copa do Mundo representa fenômeno cultural que extrapola o esporte. Nosso público exige contextualização jornalística, análise técnica qualificada e narrativas que façam sentido na realidade regional", informou a empresa em comunicado oficial.

A formação de equipe própria diferencia a estratégia do Grupo RBS de concorrentes como Globo Comunicação (detentora de direitos de transmissão das partidas da seleção brasileira), SBT, Band e ESPN Brasil, que combinam transmissão de sinais com análise complementar. A aposta é na diferenciação pela profundidade jornalística.

Rádio Gaúcha ganha horários especiais e programação reforçada

A Rádio Gaúcha, traditional emissora AM com audiência consolidada há décadas, receberá acréscimo significativo de horários dedicados exclusivamente à cobertura do torneio. A decisão atende premissa estratégica de que parte substancial do público sulista consome notícias via rádio — particularmente em veículos, comércios e ambientes de trabalho.

Segundo dados de audiência, a Gaúcha está presente em aproximadamente 80% dos domicílios do Rio Grande do Sul e mantém presença expressiva em Santa Catarina. Historicamente, a emissora concentra audiência de fãs de futebol em horários matutinos e noturnos, períodos que costumam coincidir com análises de partidas e comentários sobre seleções.

O Grupo RBS anunciou também programação especial durante esta semana atual — descrita como "preparativo" e "aquecimento de audiência" para a intensificação da cobertura conforme o torneio se aproxima. Estes programas funcionarão como ponte entre interesse atual do público e a realidade do campeonato em junho de 2026, quando a equipe própria já estará deslocada para os estádios.

Portal GZH ganha seção exclusiva para Copa do Mundo

O portal GZH (Gaúcha Zero Hora), já um dos principais portais de notícias do Sul do Brasil, implementará seção especial exclusiva para acompanhamento integral do torneio. A decisão reflete reconhecimento estratégico do Grupo RBS quanto à migração de consumo de notícias para plataformas digitais.

O GZH atualmente se posiciona entre os 50 portais mais acessados do Brasil, com alcance estimado em 15 a 20 milhões de usuários únicos mensais na região Sul. A seção dedicada à Copa contará com atualizações em tempo real, análises pós-jogo, cobertura de eliminatórias sul-americanas (fase prévia do torneio) e conteúdo interativo que explore dados táticos e desempenho de seleções.

A expansão digital responde também à tendência de que público jovem e de classe média alta — foco de anunciantes premium — consome notícias esportivas predominantemente em plataformas online. O Grupo RBS reconhece que manter presença robusta neste espaço é essencial para competir com streamings, YouTube e plataformas internacionais especializadas em futebol.

Contexto de investimento em cobertura esportiva

O anúncio do Grupo RBS insere-se em movimento mais amplo da indústria de mídia brasileira. Com a Copa do Mundo 2026 representando primeira edição com 48 seleções participantes (expansão de 32 para 48), expectativas de audiência global atingem 3 a 4 bilhões de telespectadores. Para o Brasil — detentor de 5 títulos mundiais — o evento representa oportunidade histórica de engajamento emocional.

O mercado publicitário esportivo brasileiro movimenta entre R$ 8 a 10 bilhões anuais, com eventos internacionais (Copas, Olimpíadas) concentrando 30% a 40% deste investimento. A decisão do Grupo RBS de alocar recursos significativos reflete aposta em capturar fatia dessa receita publicitária através de audiência consolidada e confiabilidade editorial.

O Grupo RBS, que fatura estimado entre R$ 2 a 3 bilhões anuais (dados de 2023-2024), comanda portfólio diversificado que inclui RBS TV (18 afiliadas em Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, cobrindo aproximadamente 25 milhões de pessoas), jornais impressos (Zero Hora, Diário Catarinense, Pioneiro) e múltiplas stações de rádio (Gaúcha AM, Gaúcha FM, Atlântica FM, entre outras).

O que vem a seguir

O anúncio do Grupo RBS pode desencadear movimento competitivo entre outros grupos de mídia, que podem apresentar iniciativas análogas para Copa de 2026. Já há indícios de que Band, SBT e emissoras regionais discutem estratégias similares. Este cenário poderia resultar em escalada de investimentos em cobertura, beneficiando público final com opções qualificadas, mas também gerando duplicação de esforços e custos elevados no setor.

Paralelamente, o investimento robusto do Grupo RBS consolida sua posição como liderança inconteste em cobertura esportiva no Sul do Brasil, atraindo maior fatia de publicidade esportiva regional. A empresa também sinaliza possível implementação de tecnologias inovadoras — como transmissão em 4K/8K, realidade aumentada em coberturas ao vivo e inteligência artificial para análises táticas em tempo real.

Redação OQUE É?

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